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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E SUCESSO

Até a poucos anos atrás as pessoas, empresas e instituições consideravam como fator de grande importância para o sucesso de uma pessoa, o grau de inteligência medida pelos testes de QI, os quais visam medir o quociente intelectual por meio de questões lógicas. Naturalmente as pessoas com o grau de QI mais elevado eram vistas como especiais e dotadas de maiores possibilidades de serem bem-sucedidas.

Em 1905 Alfred Binet criou um método para medir a idade mental de uma pessoa, o qual era constituído por 54 questões, sendo que em 1916, Lewis Terman aperfeiçoou o método de Binet, ampliando o número de questões para 90. Na época foram feitos testes em números elevadíssimos e passou-se a dar imenso valor as pessoas possuidoras de um QI mais elevado, e por meio dele buscava-se mensurar as seguintes habilidades: compreensão verbal, fluência verbal, fluência numérica, fluência espacial, capacidade de memória, capacidade perceptual e a capacidade de raciocínio.

Howard Gardner, outro psicólogo norte-americano, passou a questionar em 1983 o valor atribuído ao QI, bem como a afirmar que os seres humanos possuíam sete tipos diferentes de inteligência, e que elas podiam se combinar umas com as outras, tornando seus possuidores de maiores talentos. Salientava em seu livro “Inteligências Múltiplas” que nenhuma era melhor que a outra, e que elas podiam ser desenvolvidas através dos estímulos que a criança recebia das pessoas que convivia e da cultura local. As sete inteligências são: lingüística, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, musical, intrapessoal e interpessoal. Assim por exemplo, Benthoven e Mozart são bons exemplos de elevada inteligência musical, como Bruce Lee e Neimar são exemplos da corporal-cinestésica. Na verdade todos possuímos as sete formas de inteligências, sendo que algumas são mais desenvolvidas que outras, e na medida em que elas forem estimuladas poderão ser aprimoradas.

Nota: alguns autores incluem mais algumas inteligências, como a naturalista (compreender a relação entre os seres vivos e o ambiente/natureza) e a existencial (questionar o sentido da vida e da morte).

A visão de Gardner era mais abrangente, pois com o passar do tempo a verdade prática veio à tona e constatou-se que o fato de pessoas terem elevado QI não garantia uma vida de ascensão profissional e grande sucesso, tanto é que pessoas de QI mediano também eram encontradas entre os bem-sucedidos, principalmente em áreas não valorizadas pela lógica e pelos cálculos. Em 1990 outros dois psicólogos, Peter Salovey e John Mayer, desenvolveram o conceito de inteligência emocional, como sendo a capacidade de as pessoas lidarem com suas próprias emoções, sentimentos e comportamentos, bem como das pessoas ao seu redor. Este conceito de inteligência analisa essas aptidões em cinco pontos principais:

1) autoconhecimento (autoconsciência de suas emoções e dos demais)

2) autocontrole (saber lidar com as próprias emoções, dominar os impulsos)

3) automotivação (saber como se automotivar)

4) empatia (que é a capacidade de reconhecer emoções nos outros e se colocar no lugar do outro)

5) relacionamentos interpessoais (capacidade de criar bons relacionamentos)

Hoje podemos afirmar que possuir um elevado nível de inteligência emocional pode fazer muita diferença em nossa vida. Um exemplo é a constatação que 85% das pessoas que são despedidas de um emprego, excetuando-se os casos de falta de capital econômico, são aquelas que possuem maiores dificuldades de se relacionarem bem com os demais colegas e de serem capazes de manter um equilíbrio emocional, e apenas 15% o são por falta de competência profissional. Da mesma forma podemos verificar em nossos relacionamentos pessoais, amorosos ou sociais, como as habilidades de lidar com as próprias emoções bem como as dos demais, a empatia e a arte de manter relacionamentos de alto nível são os fatores muito mais importantes do que possuir grandes conhecimentos ou alto QI. Sabe-se hoje que um alto QI, bem como ser possuidor de um título universitário pode ser muito útil para se conseguir passar num concurso e obter um emprego, mas as habilidades inteligência emocional são as que realmente garantem uma ascensão profissional, maior apoio e conquistas profissionais.

“Qualquer um pode zangar-se isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa - não é fácil.” - Aristóteles

Hoje sabemos que as pessoas que possuem maior conhecimento de si mesmos, da psicologia humana e das emoções, são pessoas mais preparadas para enfrentar os desafios da psicologia humana e das emoções, são pessoas mais preparadas para enfrentar os desafios da vida moderna, as tensões e o estresse. O mesmo vale para a habilidade de automotivação, que é um fator imprescindível para progredir na vida, e as empresas valorizam e necessitam cada vez mais de profissionais altamente motivados, dinâmicos e cooperativos. Aqueles que sabem dominar suas emoções ( autocontrole) e conseguem escolher a hora mais adequada de falar ( empatia ) tendem a obter maior respeito, poder e sucesso. Os que não são capazes de se dominar tendem a botar tudo a perder rapidamente, e não contam muito com o apoio dos demais.

Em todos os casos, vale a pena desenvolver as habilidades da Inteligência Emocional e passar a ter uma vida mais plena, realizada e feliz. Já está provado que é possível mudar e viver melhor, o que é necessário é você decidir fazer isto e assumir este trabalho para si mesmo. Quer ajuda? Entre em contato e conversamos para ajudar você.

Um grande abraço a você e sucesso.

Bruno Krug

Palestrante Motivacional e Mentoria

(55)3312-5477 / (55)98142-5600

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